Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948–1988

Lygia Clark, Unidades (como um grupo)

Lygia Clark, Unidades (como um grupo)

Lygia Clark. Unidade no. 4 (Unit no. 4). 1958
Industrial paint on wood
Collection Fernanda Feitosa and Heitor Martins

Narrador: Luis Perez-Oramas:

Luis Perez-Orama: Por volta de 1958, 1959, Lygia Clark produziu uma série pequenas pinturas quadradas monocromáticas em preto e vermelho às quais chamou de Unidades. O fato dela ter intitulado Unidades, é importante, já que reforça a completude dessas pinturas. É consistente com o fato de que nelas, a linha é principalmente uma linha branca de contorno. De alguma forma, as Unidades parecem pinturas que querem se juntar com o branco da parede, ou pinturas em que o branco da parede entra no corpo da pintura.

As Unidades estão abrindo o corpo da pintura para o espaço do espectador, para o espaço onde a pintura é ativada pela percepção, para o espaço onde nosso corpo é confrontado com o corpo da pintura.

Narrador: Em 1960, Clark escreveu: “Formas, como todas as coisas, expressam mais que sua mera presença física... É como se cada coisa radiasse uma energia conectada à energia do espaço vivo e real.”

Essa instalação replica o agrupamento dessas pinturas na primeira exposição dos Neo-Concretistas brasileiros, um movimento de arte com o qual Lygia está associada.

Luis Perez-Orama: E eles estavam visivelmente interessados pelo fato de um trabalho de arte poder apenas ser concebido em tempo presente. Portanto, um trabalho de arte não é um corpo morto. Um trabalho de arte é um objeto ativo.

0:00
7 / 38