Narrador: Clark fez esculturas de aço inoxidável, O dentro é o fora, em 1963. Ela pensava nessa obra como o último de seus Bichos, ou “criaturas.” A artista explicou como se sentiu quando segurou essa obra: “O que me move na escultura O dentro é o fora é que ela transforma a percepção que eu tenho de mim mesma, do meu corpo. Ela me transforma e eu me torno sem forma, elástica... Seus pulmões são meus."
Connie Butler: Vemos essa ideia da linha tomando forma muito literalmente na escultura. O metal começa a se mover, e fluir, e se elevar e cair na própria escultura.
Narrador: Clark queria que os expectadores a segurassem.
Luis Perez-Orama: Há um novo tipo de fluidez que você realmente experimenta ao segurar a escultura que também tende a cair entre suas mãos conforme você a segura. E é esse tipo de fluidez, esse tipo de passagem entre o exterior e o interior, que faz dessa uma das mais importantes esculturas já produzidas por Lygia Clark.
Narrador: Logo antes de Lygia Clark fazer esse trabalho, ela produziu uma série relacionada de esculturas de metal que chamou de Trepantes. Você as encontrará por perto.